Pessoal,
Hoje estou fazendo uma super promoção no meu espaço online da Natura.
!0% de desconto sobre o valor do pedido. Não percam tempo. O cupom é DESCONTOHOJE mas só vale para hoje mesmo, portanto corram e aproveitem. Somente os 50 primeiros terão acesso ao desconto.
rede.natura.net/espaco/mabelle
Vou dividir com vocês o meu dia-a-dia em busca de realizações pessoais e profissionais.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
sábado, 19 de setembro de 2015
Descontos Natura
Pessoal, o site da Natura está com mais descontos do que a revista. O Essencial Exclusivo está saindo por 109,00, na revista ele está custando 122,00. O Kaiak Pulso por 79,00, na revista ele está por 104,60. E ainda não cobra frete. Não percam essa promoção. Acessem agora mesmo o site.
https://m.rede.natura.net/espaco/mabelle
https://m.rede.natura.net/espaco/mabelle
domingo, 13 de setembro de 2015
Livro Série
Bom dia Pessoal,
Na correria de todo dia, ando sem tempo para escrever. Me desculpem,
Mas aqui está, um novo capítulo para vocês...
Capítulo 7 - Se entregando ao amor
Ele me olhou
com ternura e apenas sorriu. Ele havia sido tão companheiro hoje, estando ao
meu lado o tempo todo. Tomando as decisões necessárias. Eu não conseguia me
imaginar passando por tudo aquilo sem ele do meu lado. Eu sentia em meu coração
como se ele realmente fosse meu namorado. E, acima de tudo, eu queria isso mais
do que tudo. Mas com certeza eu iria fazer um charme antes.
Tomei meu
banho com calma, a água quente pereceu levar embora toda a aflição que eu
estava guardando. Lembrei de cada palavra que o pai do Daniel falou, na forma
fria como a mãe dele me tratou e principalmente que a raiva que os dois sentiam
da minha mãe e a reação deles ao saberem que ela estava morta. A expressão
deles beirava o alívio.
Com certeza
tinha muita coisa que eu precisaria entender em tudo isso. Eu que tinha vindo
para o Rio para ir atrás do passado na minha mãe, no momento em que eu menos
estava pensando nisso. O passado dela veio até mim. Mas eu não queria pensar em
nada disso agora. Eu queria pensar no Daniel, queria estar com ele. Eu ainda não entendia o que era, mas sabia
que havia nascido dentro de mim um sentimento diferente em relação a ele.
Terminei meu
banho e comecei a me arrumar. Olhei no relógio, já eram oito horas. “Como a
hora passou rápido. ” Pensei. Eu queria estar linda, queria que o Daniel me
achasse linda. Coloquei um short branco com uma camisa azul e uma maquiagem bem
levinha. Cheguei na sala e percebi que o Daniel estava conversando com alguém
no celular. Ele parecia bem irritado. Encostei na parede e fiquei olhando para
ele. Como era bom olhar para ele. Ele então percebeu minha presença e levantou
os olhos do celular e me olhou.
- Uau! – Disse
ele enquanto guardava o celular no bolso.
- Obrigada. –
Eu disse sorrindo. Então caminhei para perto dele.
Ele me abraçou
pela cintura e cheirou meus cabelos. Eu não queria que aquilo parasse nunca,
não queria me afastar dele. Pelo contrário. Queria que ele me beijasse. Eu não
teria força para resistir àquilo. Mesmo sabendo que eu tinha que repreendê-lo
por espalhar nosso namoro, antes dele acontecer. Nesse momento o celular dele
tocou novamente. Ele tirou o celular do bolso, olhou a mensagem e desligou o
celular. De relance eu vi o nome da Carol escrito na tela, isso me trouxe de
volta para a realidade. Afastei as mãos dele da minha cintura delicadamente, e
caminhei para a varanda, me sentando em uma das espreguiçadeiras do deck
molhado na piscina. Fiz sinal para que ele se sentasse na espreguiçadeira ao
lado e ele obedeceu.
A noite estava
maravilhosa. Ele sentou na minha frente, e a beleza dele sob a lua era algo
praticamente irresistível. Resolvi começar, antes que eu perdesse a coragem, e a
vontade de falar.
- Daniel,
primeiramente quero te agradecer por tudo que você fez por mim hoje. Eu
sinceramente não sei como eu teria enfrentado tudo que aconteceu sem você do
meu lado.
- Mel, eu não
fiz mais do que a minha obrigação. Meu pai foi injusto e cruel. Eu teria feito
isso por qualquer pessoa. O fato de eu te amar, só fez com que eu fizesse com
mais vontade. A gente sente uma necessidade inexplicável de proteger quem a
gente ama.
- Daniel, quem
era no celular? Por favor não minta.
- Como assim?
- As mensagens
Daniel, eu percebi que você estava conversando com alguém. Ou melhor
discutindo.
- Não era nada
demais, era a Carol. Ela só quer saber como você está. Ei você ainda não
comprou um celular é?
- Não, ainda
não vi necessidade. Mas na minha casa tem telefone, ela podia ter ligado para
cá.
- Desculpa, eu
disse que você estava no hospital. E que não sabia que horas teria alta. Que
estava tomando soro, porque tinha desmaiado. Desculpe.
- Nossa,
obrigada. De verdade. Você foi um gênio. Mas por que ela está te perturbando
tanto que está te deixando tão irritado?
Ele olhou para
baixo, respirou findo e então disse.
- Me desculpa,
eu acho que acabei com a amizade de vocês. Quando eu vim aqui para pedir para o
pessoal ir embora, a Carol pediu para eu levar ela para casa. Eu disse que não
podia, porque eu tinha que ficar com você, só que ela não gostou nem um pouco.
E agora, ela veio me cobrar satisfação. Desculpa Mel, eu não aguentei. Você
quer ler? – Perguntou ele ligando o celular.
- É tão ruim
assim? – Perguntei com receio. Ele fez que sim com a cabeça e me passou o
celular.
“Oi, como está
a princesa? ”
“Melhor graças
a Deus, está indo para casa. ”
“Ótimo, larga
ela lá e vem aqui para a gente conversar. ”
“Carol, não
temos nada para conversar. ”
“ Claro que
temos, você me largou para ir dar uma de enfermeiro dessa aí. O Mínimo que você
me deve é um pedido de desculpas. ”
“ Carol, me
desculpa. Eu tentei de tudo deixar as coisas claras para você sem te magoar,
mas não vai ter outro jeito. Eu gosto de você apenas como amiga. Não te vejo de
outra forma. Desculpe se eu passei a impressão errada quando fiquei com você,
mas eu realmente não tenho outro sentimento por você a não ser de uma grande
amizade. “
“ Ah Daniel,
não vai me dizer que você está pegando a Melissa. Pelo amor de Deus, você não
pode ver uma mulher mesmo heim. Depois você vai iludir a garota, e quem vai ter
que consolar ainda vai ser eu. Bom você pode pegar a piranha que quiser, que no
final você sempre volta para mim. “
“ Carol, acho
que você ainda não entendeu. Eu não estou pegando a Melissa. Eu a amo. E acho
que se você realmente quiser continuar sendo minha amiga, você medir suas
palavras quando for falar dela. Por que se Deus quiser eu ainda vou conseguir
fazer essa garota aceitar ser minha namorada, e ela vai estar presente na minha
vida para sempre. “
“ Como assim
Daniel, você conheceu essa garota ontem e já está falando que ama. Só pode ser
uma piada né.
-Daniel, me
responde.
- Não vai me
responder é?
- Pois espera
para você ver, ninguém me faz de boba não Daniel. Você vai me pagar, vocês
dois”
Eu estava em
choque. Realmente eu não sabia se a Carol era muito falsa ou muito louca. A
forma como ela falou de mim, aquelas mensagens além de decepção me fizeram
enxergar a realidade. Ela nunca foi minha amiga de verdade.
- Desculpe. –
Disse ele novamente quando devolvi o celular.
sábado, 5 de setembro de 2015
Livro Série
Boa noite queridos!!!!
Como prometido, mesmo que com atraso, aqui está. Mais um capítulo do nosso livro série. Divirtam-se!!!!!!!!
Como prometido, mesmo que com atraso, aqui está. Mais um capítulo do nosso livro série. Divirtam-se!!!!!!!!
Capítulo 6 - Primeiro encontro
- Pai, escuta
bem. Eu amo essa garota, e não vou admitir que você fale assim dela nem de
qualquer membro da família dela. Está entendendo pai, pare com isso já.
- Cadê a sua
mãe garota, ela veio destruir o resto da família? Está usando você para
seduzir meu filho, é isso? Pois saiba que eu não vou deixar. Você pode dizer
para ela, que dessa vez eu vou defender minha família, e que eu não vou cair no
joguinho dela novamente. Pode falar para aquela vadia que ...
- Minha mãe
está morta! Eu não sei do que o senhor a está acusando, nem o que aconteceu
entre vocês para deixar o senhor com tanta raiva assim. Mas por favor senhor,
pare de falar dela assim, eu não estou mais aguentando ouvir isso. – Isso foi
tudo que eu reuni forças para falar antes de cair em um choro compulsivo. O
homem pareceu atordoado, virou as costas e saiu caminhando pelo estacionamento.
O Daniel ficou
ali abraçado comigo por bastante tempo, enquanto eu chorava. A dor que eu
sentia em meu peito de ouvir aquelas palavras, era tanta que parecia que meu
peito ia explodir. Ele levantou meu rosto delicadamente, e me perguntou se eu
conseguia andar. Respondi que sim, e ele me conduziu novamente para o elevador.
Sempre me abraçando e me consolando. Já no elevador eu olhei para ele por fim.
- Eu não sei
do que ele estava falando. – Eu disse soluçando.
- Eu sei que
não. – Disse ele beijando meus lábios e me abraçando.
Quando o
elevador parou olhei para frente e percebi que não estávamos no meu andar.
Olhei no visor e estava marcando 18º andar. Não era possível, o Daniel só podia
estar de brincadeira. Nosso prédio era de um apartamento por andar, então eu
sabia o que ele pretendia antes mesmo de ele falar.
- Ah não,
Daniel.
- Mel, meu pai
saiu, nós vimos isso. Então fica tranquila.
Ele abriu a
porta e me conduziu até a sala, abraçado comigo. Nesse momento estrou uma mulher
na sala, ela era uma senhora de uns quarenta e poucos anos, muito bonita e
muito bem arrumada. Tinha o cabelo castanho na altura dos ombros, impecável.
Parecia ter saído de uma revista.
- Dani é você?
Seu pai saiu para encontrar os amigos, pensei que fosse passar a noite
sozinha... – Só então ela percebeu que eu estava ali, então seu semblante
mudou. Pensei que ela fosse voar no meu pescoço ali mesmo. – O que “ela” está
fazendo aqui? – Disse ela quase gritando. Então de repente, ela pareceu cair em
si e falou em um tom mais ameno. – Daniel, quem é essa garota?
- Mãe, essa é
minha namorada, Melissa. Ela está um pouco atordoada, passou por uma situação
nada agradável agora. Vou deixar ela aqui, e vou resolver um problema rápido.
Volto em dez minutos. – Disse ele me acomodando suavemente no sofá. – Mel. –
Sussurrou ele no meu ouvido. – Vou avisar ao pessoal que a festa acabou e tirar
aquele monte de gente da sua casa, já volto para te buscar. Por favor fique
calma, eu já volto. Não vou demorar, prometo. – Completou, me deu um beijo nos
lábios e se dirigiu para a porta. A mãe o seguiu.
- Daniel, eu
não quero essa garota aqui em casa. – Disse a mãe dele. Eu podia ouvir tudo que
eles falavam.
- Não mãe,
você não. Olha, eu não sei o que deu em você e no papai hoje. Mas por favor,
seja educada com a Mel. Ela é nossa vizinha, mora na cobertura. É uma garota
incrível e eu realmente gosto dela. Eu preciso deixar ela aqui, por que o papai
falou um monte de coisas desagradáveis, que a deixaram nesse estado que eu a
trouxe para casa. Nesse momento tem um monte de convidados amigos nossos na
casa dela, então eu preciso ir lá para mandar todos embora. Para que ela possa
ir para casa descansar. Não sei que fantasmas estão assombrando você e o papai,
mas por favor, não destrate a Melissa.
- Dani, essa
menina é mesmo sua namorada? – A voz da mãe dele demonstrava desespero com essa
possibilidade.
- Sim mamãe, e
eu a amo demais. Então cuide dela até eu voltar.
Ouvi quando a
porta da frente bateu, então a mãe dele voltou para a sala. Primeiro ela me
olhou com uma certa repulsa e se retirou da sala. Então ela voltou, e como que
por obrigação perguntou se eu queria beber alguma coisa. Com minha negativa,
ela fez que iria se retirar, mas pensou novamente e se sentou no sofá a minha
frente. Ela ficou ali sentada em silêncio. Senti que eu tinha a obrigação de
quebrar o gelo, eu estava na casa dela.
- A senhora me
desculpa, eu realmente não quero incomodar...
- Como você
conheceu o meu filho? – Me interrompeu ela.
- No avião. Eu
morava na cidade de Três coroas no Rio Grande do Sul, quando minha mãe faleceu
eu vim morar no Rio. Conheci o Daniel na viagem para cá.
- Ela morreu
é? – Ela não parecia ter escutado mais nada do que eu tinha dito. – Do que ela
morreu? Alguma doença grave?
- Quem minha
mãe? Não, ela sofreu um acidente de automóvel numa estrada no paraná.
- Será que ela
sofreu?
- Os policiais
me disseram que não, que foi um acidente fatal mesmo. Ela morreu na hora. – Ela
pareceu ficar decepcionada ao saber que minha não sofrera ao morrer. Ficamos em
silêncio por mais um tempo, e então ela perguntou.
- E seu
relacionamento com meu filho. É sério mesmo? Vocês estão juntos a quanto tempo?
- Bom... –
Quando eu comecei a falar a porta da frente abriu e nós duas levantamos com um
salto. Ambas demonstramos um alívio enorme, ao vermos o rosto sorridente do
Daniel. Ele caminhou até mim me abraçou e perguntou se eu estava bem. Fiz que
sim com um aceno de cabeça. Então ele agradeceu a mãe e me levou para a saída.
Quando a porta estava fechando a mãe dele perguntou.
- Você vem
dormir em casa?
- Não me
espere. – Respondeu ele. E fechou a porta.
Quando cheguei
em casa, encontrei a Rosa ajeitando as almofadas do sofá. Ela sorriu quando me
viu e veio me dar um abraço.
- Minha
menina, como você está? O Seu Daniel nos disse que você passou mal na rua, eu
disse para ele que é porque você não se alimenta direito. Mas agora ele vai
cuidar de você, minha querida. Infelizmente eu tenho que dormir em casa hoje,
prometi que cuidaria dos meus sobrinhos. Mas amanhã bem cedo, estou aqui e vou
cuidar de você.
- Pode deixar,
dona Rosa, eu vou cuidar dela essa noite. Nossa menina não vai ficar sozinha.
- O Senhor é
um anjo. Melissa esse seu namorado é um menino de ouro. Eu vou ficar muito
tranquila, sabendo que ele vai passar a noite aqui com você. – Dizendo isso ela
me deu um beijo na testa e saiu para seu quartinho. Provavelmente para se
arrumar para ir para sua casa. Às vezes eu esquecia que a tia Rosa tinha uma
casa, uma família e que eu não fazia parte disso.
Bom, como
agora eu estava na minha casa, eu não precisava mais de todos aqueles mimos. Me
soltei dos braços dele e o olhei de frente. Respirei fundo e disse.
- Vou para o meu quarto
agora, tomar um banho para melhorar um pouco. Depois conversamos sobre essa
história de espalhar para todo mundo que eu sou sua namorada.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Já pensou em comprar produtos da natura sem ter que sair de casa e sem ser que esperar a data do ciclo? É possível, acesse o site:
https://m.rede.natura.net/espaco/mabelle
E boas compras!!!!!!!!!!!!!
https://m.rede.natura.net/espaco/mabelle
E boas compras!!!!!!!!!!!!!
Desculpas
Queridos leitores,
Peço mil desculpas pelo atraso no capítulo desta semana do Livro Série. Porém fiquei doente, e ainda estou me recuperando. Prometo que ainda hoje ou no mais tardar amanhã irei postar o novo capítulo fresquinho e feito com muito amor para vocês.
Beijos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Peço mil desculpas pelo atraso no capítulo desta semana do Livro Série. Porém fiquei doente, e ainda estou me recuperando. Prometo que ainda hoje ou no mais tardar amanhã irei postar o novo capítulo fresquinho e feito com muito amor para vocês.
Beijos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Livro Série!!!!
Pessoal,
Mais um capítulo para vocês!!!!
Amoooooo Terça-feira!!!!!!!!!
Mais um capítulo para vocês!!!!
Amoooooo Terça-feira!!!!!!!!!
Capítulo 5 - A grande confusão
- Na
verdade foi meio estranho, ele me levou para casa, mas não falou muito. Eu
falava o tempo todo, mas tinha a impressão de que ele não me ouvia, era como se
ele não estivesse ali. E ele estava meio irritado. Então quando a gente chegou
na porta da minha casa, ele simplesmente me deu tchau e virou para ir embora.
Aí eu segurei o braço dele e dei um beijo nele. Ele não retribuiu o beijo sabe,
mas me afastou delicadamente, acariciou o meu rosto disse que eu era uma garota
muito especial, me deu um beijo na testa e foi embora.
- Tá, mas
você está muito feliz, o que você acha de tudo isso.
- Ai amiga
eu acho que ele não quer mais só ficar comigo, que está se sentindo culpado.
Acho que ele me acha especial e que eu sou uma garota para namorar, acho que
ele está confuso mas acho que ele gosta de mim.
- Sério?
- Mel, o
Dani é o tipo de cara pegador. Ele não namora, ele só fica. Nunca gostou de
garota nenhuma, ele curte o momento, e quando não quer mais ele simplesmente
chuta ela. Ele não tem pena, sabe. O Thiago falou para mim que ele nunca se
apaixonou, nunca amou nenhuma garota de verdade, mas que ele voltou de viagem
dizendo que estava apaixonado. E o que aconteceu ontem para mim foi uma
demonstração do conflito que está tendo dentro dele. Sabe, ele é um galinha,
mas me acha uma garota especial e não quer me fazer sofrer. Mel, acho que ele
gosta de mim.
- É, pode
ser. Faz sentido.
- Ai amiga,
eu estou tão feliz! – Disse ela me abraçando.
E fazia
sentido mesmo, tudo que ela disse. Ela mais do que ninguém estava lá e viveu o
momento. Quanto ao beijo que ele me deu, acabou de me dizer que ele era um
pegador. Eu era nada a mais do que uma presa para ele, que deve ter ficado mais
saborosa ainda pois era uma presa arisca. Mas ele já tinha me beijado, já
satisfez sua curiosidade, sua vontade. Agora eu não era mais nada para ele.
Pensar naquilo me deixou triste e com muita raiva, como eu pude ser tão idiota?
Eu sentia nojo só de lembrar que aquele idiota tinha me beijado duas vezes. Mas
eu já tinha decidido que quando ele chegasse, se realmente viesse, eu o
trataria com a máxima indiferença.
Eu estava
no quarto conversando com a Carol quando a tia Rosa bateu para avisar que a
Vivian, a Sônia e a Amanda estavam subindo. Nós fomos espera-las na piscina.
Logo depois Thiago chegou com o Gabriel, um garoto moreno com o cabelo raspado
e um corpo malhado de academia.
- Oi Mel.
– Disse o Thiago me envolvendo pela cintura, e me puxando para me dar um beijo
no rosto e um abraço bem forte. – Pensei em você a noite toda. – Ele sussurrou
no meu ouvido.
Senti meu
rosto pegar fogo e me afastei sorrindo sem jeito. Nesse momento a campainha
tocou, meu estômago deu um giro de 360 graus, com certeza era o Daniel.
Sei que eu já
tinha decidido que não daria a menor atenção para ele, mas pensar que ele
estava ali a poucos metros, me fazia ficar sem ar. “Meu Deus, que confusão eu fui
me meter”. Pensei. Mas eu tinha que enfrentar tudo isso, e sair da forma mais
digna possível. Se aquele Daniel achava que podia dar uma de gostosão para cima
de mim, ele realmente não me conhecia.
Caminhei em
direção a Vivian, para me afastar da Carol, caso o Daniel fosse indiscreto. Me
posicionei de costas para a entrada da varanda, para não correr o risco de me
trair e acabar olhando para ele quando entrasse.
- Podem
começar a festa, chegou quem faltava! – Falou Daniel anunciando sua chegada.
Todos caíram
na gargalhada. Ouvi quando a Carol deu um gritinho e quando olhei para ela,
estava correndo para abraçá-lo. Neste momento ele olhou para mim e nossos olhos
se encontraram, desviei o olhar e virei de costas. “ Isso não era para ter
acontecido. ” Pensei.
- O Dani é
demais, não é Mel. – Falou a Vivian, puxando assunto.
- Sinceramente
Vi, eu acho ele meio arrogante. Sempre querendo atrair toda a atenção para si.
- Que isso, é
porque você não o conhece. O Dani é a melhor pessoa que eu já conheci. Muito
generoso, sempre disposto a ajudar o próximo.
- É, na
verdade eu não tive a oportunidade de conhecê-lo direito. Por isso, devo ter
ficado com a impressão errada.
- E nem vai
ter essa oportunidade Mel. A Carol, realmente ficou com muito ciúme de você por
causa da confusão de ontem. Ela não vai deixar você chegar perto do Dani nunca
mais. – Falou a Vivian rindo. Ela realmente estava brincando com aquele
comentário inocente, mas ele fez com que eu me sentisse culpada novamente.
- O que as
mocinhas tanto conversam? – Eu simplesmente tremi quando ouvi a voz dele atrás
de mim. Nesse momento o Daniel me abraçou por trás e me deu um beijo no cabelo.
A Vivian me olhou com um ar de entendi tudo, e aquilo fez meu coração gelar. Me
desvencilhei do seu abraço e parei ao lado da Vivian de frente para ele.
- Na verdade
Daniel, estávamos falando de você. – Eu disse.
- Sério? –
Perguntou ele com um sorriso que iluminava todo o rosto.
- Sim. –
Continuei. – A Vivian estava me contando que a Carol ficou com muito ciúme de
você comigo, por causa da sua ceninha de ontem. E você chegou bem na hora que
eu ia falar para ela que esse ciúme é completamente infundado, porque você e eu
não temos, nunca tivemos e nem nunca vamos ter nada um com o outro.
O sorriso dele
murchou na hora, e ele me olhava com um olhar de dúvida. Parecia não encontrar
as palavras para continuar nossa conversa.
- Ah, Dani.
Mas pelo visto você já deixou isso bem claro para a Carol ontem. – Falou a
Vivian, com um tom de cumplicidade. Indicando que já estava a par das
novidades. Aquilo foi como um soco no estômago para mim.
- Eu o quê? –
Perguntou o Daniel, bastante surpreso. – Vi, não importa o que eu faça. A Carol
sempre entende tudo errado. Eu vou contar para você exatamente o que aconteceu
ontem, e você vai ver que eu deixei mais do que claro para a Caro,l que entre
ela e eu não vai rolar nada. Nunca mais.
Ele falava
tudo isso com a Vivian, mas olhando nos meus olhos o tempo todo. Um olhar
suplicante. Eu tinha que sair dali.
- Bom, eu vou
ali falar com o Thiago. Continuem a conversa, e sintam-se em casa. – Eu disse
por fim, indo em direção ao Thiago, que me recebeu com um sorriso imenso.
Eu fiquei o
tempo todo ao lado do Thiago, ele era como meu porto seguro. Enquanto eu estava
perto dele, o Daniel não se atrevia a chegar perto de mim. Ficava sempre me
olhando de longe, com tristeza. Mas eu não iria cair naquele jogo, eu era mais
forte do que aquilo.
Em alguns
momentos, ele tentou forçar situações em que a gente ficasse a sós. Mas o ciúme
da Carol era tanto que só me ajudava. Se eu tinha que ir na cozinha buscar
bebidas, ele logo vinha oferecer ajuda. Então a Carol dizia que também iria
ajudar, e por fim eu falava que era melhor os dois irem buscar as bebidas,
enquanto eu recolhia o lixo. Essa estratégia estava funcionando muito bem, até
aquele momento.
- Bom pessoal
eu vou na dispensa buscar mais umas cervejas para pôr para gelar. – Disse eu,
algumas horas mais tarde. Como essa turma bebia, eu não contava com isso.
- Eu vou te
ajudar. – Falou o Daniel pela quarta ou quinta vez. Ele não desistia.
- Eu ajudo
também. - Disse a Carol prontamente.
Aquilo estava ficando engraçado.
A Rosa, estava
conversando com o Robson perto da churrasqueira. Eu havia feito ela prometer
que iria curtir a festa e deixaria os afazeres por minha conta.
- Vão vocês
dois na cozinha então, que eu vou no mercado comprar mais umas cervejas porque
acho que a Rosa não contou que vocês bebessem tanto. – Disse eu rindo.
- O mercado é
longe Mel, você vai de carro? – Perguntou o Daniel por fim.
- Não o James
já foi embora, a Rosa dispensou ele. Vou de táxi.
- Eu posso te
levar no meu carro.
- Não Daniel,
a Carol precisa de ajuda. Eu vou e volto rapidinho.
Nesse momento
o Gabriel veio até a gente perguntando se precisávamos de
ajuda. E o Daniel foi mais rápido que eu.
- Biel, me faz
um favorzão irmão. Ajuda a Carol a pegar umas bebidas lá na cozinha, que eu vou
com a Mel no mercado.
- Tudo bem
cara, vai lá. – Com essa eu não contava, meu coração acelerou. O Daniel pegou
minha mão e saiu me arrastando, enquanto eu tentava argumentar o quanto aquilo
era desnecessário. Quando eu me dei conta, já estava dentro do elevador e a
porta já estava fechando.
- Posso saber
o que deu em você? – Perguntou ele bravo.
- Do que você
está falando?
- Do que eu
estou falando? Eu estou falando de você fugindo de mim, desde a hora em que eu
cheguei. Estou falando de você, agindo como se nada tivesse acontecido ontem.
De você me evitando, me ignorando. Melissa, eu fui sincero com você ontem. E eu
não sei para você, mas para mim o que aconteceu ontem, aqui dentro desse
elevador foi verdadeiro. Então, sinceramente, eu não estou entendendo porque
você está agindo assim comigo. E se você vier me dizer que é por causa da
Carol...
Nesse momento
a porta do elevador abriu, reconheci o mesmo homem calvo e gordo de ontem,
então dei um passo para ficar atrás do Daniel, na esperança de que ele não me
reconhecesse. Ele olhou espantado para o Daniel que disse:
- Oi pai!
- Oi meu
filho, você não tinha ido para um churrasco. Já voltou?
- Não, só vou
ali no mercado buscar umas cervejas. – Nesse momento o homem pareceu consternado.
- Daniel, esse
churrasco por acaso não é na cobertura, certo?
- É sim, a
propósito. Deixa eu te apresentar. – Disse ele saindo da minha frente, dando a
oportunidade de o pai notar minha presença no elevador pela primeira vez. O
rosto do homem ficou branco, enquanto Daniel continuava. – Pai, essa é Melissa.
Minha namorada.
Eu olhei para
o Daniel incrédula, porém antes que eu pudesse dizer ou pensar alguma coisa, o pai dele
começou a gritar.
- Sua o quê?
Daniel, eu não quero você perto dessa garota. Você não sabe quem ela é, não
sabe do que ela é capaz. Fique longe dela entendeu!
Eu olhava para
ele sem entender nada, eu nem sequer conhecia aquele homem. Como ele podia
falar aquelas coisas de mim. Abri a boca para me defender, mas novamente o
Daniel foi mais rápido. A porta do elevador abriu e o pai dele saiu andando
pela garagem, e ele pegou minha mão e saiu bradando atrás do pai.
- Pai o que há
com você? Como você pode falar assim da minha namorada, sem nem a conhecer.
- Ah, meu
filho eu conheço. Eu a conheço muito bem, e sei muito bem do que ela é capaz.
Ela e a vadia da mãe dela.
Ao ouvir isso
eu comecei a chorar, como aquele homem podia falar assim de mim? E
principalmente, como ele podia falar assim da minha mãe? Uma pessoa que ele sequer conhecia.
domingo, 23 de agosto de 2015
Diário da Dieta
Meninas,
Como eu já disse para vocês estou tentando fazer uma dieta.
Estou firme e forte nessa batalha, já cortei o refrigerante e aos poucos vou cortando mais algumas coisas.
Agora vou postar para vocês uma foto do meu almoço de ontem:
Como eu já disse para vocês estou tentando fazer uma dieta.
Estou firme e forte nessa batalha, já cortei o refrigerante e aos poucos vou cortando mais algumas coisas.
Agora vou postar para vocês uma foto do meu almoço de ontem:
Meninas, está difícil heim, mas vamos que vamos. Foco no verão.
Afinal todas queremos estar lindas e saudáveis.
Beijos.
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Com que roupa eu vou......
Meninas, pára tudo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Vou colocar aqui para você uns looks super legais, que vocês podem se inspirar para sair a noite. Afinal, amanhã é sexta e a roupa é pelo menos 70% do essencial para uma mulher se sentir poderosa.
Vou colocar aqui para você uns looks super legais, que vocês podem se inspirar para sair a noite. Afinal, amanhã é sexta e a roupa é pelo menos 70% do essencial para uma mulher se sentir poderosa.
Eu sei que a beleza da Bruna é inegável, mas me digam se ela está abafando com esses looks.
Meninas, aqui temos diversos looks para diversos tipos de evento. Desde uma balada top, até um jantar romântico. Seja qual for sua programação o importante é estar linda.
E se você, como eu, tem um pouquinho a mais de carne do que as meninas das fotos acima. Vou colocar agora algumas dicas para valorizar suas curvas.
Nossa, não tem como não arrasar. São opções para todos os tipos de balada que tiverem na cidade. Vai ser difícil escolher.
Esses looks são mais versáteis. Para aquela mulher que vai trabalhar e depois vai direto para o Happy hour.
Bom meninas, essas foram as dicas. Agora é só escolher aquela roupa fabulosa, caprichar na make e bora ser feliz.
Beijos
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Livro Série
Pessoal,
Mil desculpas, mas ontem a vida estava corrida demais, daí eu acabei me perdendo. Então estou colocando mais um capítulo do nosso livro série apenas hoje. DIVIRTAM-SE!!!!
Capítulo 4 - Você de Novo
- Vocês se
conhecem? – Perguntou a Carol, com o ciúme claro em cada palavra que
pronunciava.
- Garota
você tem noção do quanto eu esperei você me ligar, de quantas vezes eu fui até
aquele aeroporto falar com aquele taxista, implorar para ele me dizer aonde ele
havia te deixado. Até que por fim acreditei na história, de que você mudou de
táxi ao chegar aqui na Barra. Tem noção do quanto eu pensei em você esse tempo
todo, e do quanto eu lamentei ter te perdido. – Eu estava em choque, aquilo não
podia estar acontecendo. Todos me olhavam sem entender nada. E a Carol olhava
para mim e para o Daniel com a boca aberta, ao que parecia ela era a única que
estava entendendo, só que estava entendendo tudo errado. Fechei os olhos e
procurei minha voz, eu tinha que falar e tinha que ser rápido, ou ia perder uma
amiga.
- Olha
aqui garoto, eu não lhe devo satisfação nenhuma. Eu disse que não ia te ligar e
quando troquei de taxi foi justamente para não te ver nunca mais. –Eu falava
olhando dele para a Carol, e da Carol para ele – Eu só sentei ao seu lado
dentro de um avião, com que direito você vem me cobrar agora que eu não te
liguei, você ligaria para um completo desconhecido? Eu vim de Três coroas, com
todo mundo me dizendo que o Rio era uma cidade muito perigosa, claro que eu não
ia ligar para você. E eu não entendi essa sua histeria, olha Carol sei que você
me chamou para comer uma pizza, mas se esse maluco ficar gritando comigo aqui
eu vou embora, e depois a gente se fala amiga. – Eu estava desesperada, a Carol
parecia que ia vomitar. Ele olhou para mim e depois para a Carol, e depois para
mim de novo.
- Tudo
bem, mas você tem que me entender. Uma caipira como você, vindo para uma cidade
como o Rio. Quando você me disse que não conhecia ninguém aqui, eu me senti na
obrigação de te ajudar. E depois que você entrou naquele táxi eu precisava
saber se você estava bem, se tinham te assaltado, te matado, eu estava me sentindo
culpado por te largar sozinha assim, você me pareceu que não saberia nem
encontrar um mercado sozinha. – Graças a Deus ele tinha entendido, eu estava
tão feliz de ver a expressão de alívio no rosto da Carol que nem me incomodei
com o fato de ele ter me chamado de caipira, e praticamente de retardada.
- Bom como
você está vendo eu estou viva.
- É estou
vendo. Bom pessoal desculpe pela lavação de roupa suja aqui, mas já que tudo está
resolvido vamos comer nossa pizza.
O clima
tinha voltado ao normal, a Carol estava radiante por que o Daniel puxou uma
cadeira e sentou ao dela. O Thiago sentou-se ao meu lado e começou a puxar
conversa, resolvi alimentar, para tirar de vez qualquer ideia que tivesse
ficado na cabeça da Carol. Era melhor que ela achasse que eu estava interessada
no seu amigo, do que no seu namorado.
- Ah
Carol, a Rosa, minha governanta, teve a ideia de fazer um churrasco lá em casa
amanhã, o que você acha? – Perguntei a certa altura, tentando levantar de uma
vez por todas a bandeira da paz.
- Nossa
que legal, claro que eu vou. Você está livre Dani?
- Carol,
livre eu estou. Mas a sua amiga convidou você, não a mim.
- Estou
convidando todo mundo Daniel, e gostaria muito que todos fossem. – Nossa, como
aquele garoto podia me irritar tanto.
- Nossa
Mel, claro que nó vamos. Olha tem um amigo nosso que não pôde vir, tudo bem se
ele for amanhã? – Perguntou o Thiago.
- Claro,
levem quem vocês quiserem.
- Legal.
Bom pessoal vamos embora então? Afinal, amanhã temos uma festa. – Disse a Sonia
bocejando.
Todos
concordaram, pagamos a conta e nos levantamos. O Thiago colocou o braço em
volta da minha cintura, eu achei melhor deixar. E assim todos saímos juntos da
pizzaria. O Daniel olhou para trás onde estávamos o Thiago e eu abraçados e
caminhou em nossa direção soltando fogo pelos olhos.
- Vem
garota eu te levo para casa. – Falou ele, pegando meu braço e me arrastando.
- Não, o
Thiago me leva. Você leva a Carol. – Eu disse soltando meu braço. Eu sabia que
aquela atitude poderia dar uma impressão erradas das minhas intenções em
relação ao Thiago, mas nesse momento não tinha importância.
Então cada
um foi para um lado. A Vivian, a Amanda e a Sonia dividiam um apartamento,
então foram juntas. O Daniel foi com a Carol. E eu segui para minha casa com o
Thiago. Nós caminhamos em silencio e de mãos dadas até a entrada do meu prédio.
- Você
quer que eu venha amanhã? – Perguntou o Thiago, colocando uma mecha dos meus
cabelos atrás da minha orelha.
- Claro
que sim. – Respondi olhando para o chão.
- Você é
muito linda Mel, uma garota incrível. – Falou ele me puxando para perto dele, e
passando o braço em minha cintura.
- Você
também é muito especial. – Respondi sorrindo – Mas vamos com calma, pode ser?
- Sem
problema, eu sou uma pessoa calma. – Ele soltou uma gargalhada e então se
inclinou em minha direção, parou a boca a 5 centímetros da minha e então virou
e me deu um beijo no rosto. Meus joelhos tremeram, percebi então que eu estava
atraída por aquele garoto lindo e doce.
Eu sorri
me virei e entrei no edifício. Quando a porta do elevador estava se fechando
ela abriu novamente, e então lá estava ele na minha frente, dentro do elevador.
- Ah não
Daniel, não acredito que você me seguiu.
- Sinto te
decepcionar Melissa, mas dessa vez eu não tinha a menor intenção de te ver. Parece
que eu me esforcei tanto para te achar, e você estava aqui o tempo todo não é,
mora no mesmo prédio que eu. Hum cobertura né, parabéns.
- O que,
você mora aqui?
- Sim,
decimo oitavo andar. – Disse ele apertando o botão com o número 18. – Parece
destino não é, eu e a Afrodite morando no mesmo prédio esse tempo todo. E eu
tinha que te encontrar justamente no dia que você conhece o Thiago, e você
tinha que ficar a fim dele e não de mim.
- Vem você
com essa história de Afrodite novamente. – Falei rindo – E pelo menos, o Thiago
não é namorado da única amiga que eu tenho aqui no Rio.
- A Carol
não é minha namorada, eu fiquei com ela umas duas vezes é verdade, mas isso faz
meses. Foi antes de eu viajar, antes de eu te conhecer. Mel eu conheço a Carol
há muito tempo, e se eu tivesse que sentir alguma coisa por ela eu já teria
sentido, não vejo ela dessa forma, ela é minha amiga, mas é só isso. A gente
não manda no coração Mel, quando eu te vi naquele avião, mesmo com os olhos
inchados, cheia de olheiras e de moletom, eu me apaixonei na mesma hora, não vi
sua beleza nem nada, e hoje eu te vi tão linda como você está essa paixão só
aumentou. Eu gosto de você Mel, gosto de verdade. E isso eu nunca vou sentir
pela Carol.
- Eu não
posso magoar a Carol, e espero que você também não a magoe.
- Isso eu
não posso prometer, ela alimenta uma esperança que eu nunca dei. Eu quero você.
– O elevador chegou ao andar dele, mas ele não desceu, a porta fechou novamente
e o elevador continuou subindo.
- Não
Daniel eu não posso, não posso fazer isso com a Carol, e tem o Thiago também.
- Eles vão
sobreviver. – Disse ele segurando o meu rosto e me beijando.
Por um
momento retribui o beijo, mas depois a imagem da Carol e do Thiago me veio à
mente, e então eu me lembrei de toda a irritação que aquele garoto me causava,
eu tinha que interromper aquele beijo. Mas como? Não encontrava minhas forças,
ao mesmo tempo em que eu queria afastá-lo, eu queria beija-lo mais. Neste
momento a porta do elevador abriu, havíamos chegado ao meu andar. Ele parou de
me beijar e acariciou meu rosto.
- Boa
noite Afrodite, até amanhã. Sonhe comigo.
Eu abri a
boca para falar, mas a voz não veio. Daniel me beijou novamente, e então eu saí
do elevador.
- Não
esqueça que eu te amo! – Gritou ele enquanto a porta do elevador se fechava.
Entrei em
casa meio tonta, fui até a cozinha, peguei um copo de água e fui para meu
quarto. Sentei em minha cama ainda atordoada, aquele beijo havia mexido comigo,
isso era inegável, mas eu não podia gostar do Daniel, ele me irritava, eu o
detestava. E ainda tinha o Thiago, o que eu senti quando ele me abraçou, eu me
senti atraída por ele. Minha cabeça estava tão confusa. Afinal o que eu sentia?
Bom, independentemente de qualquer coisa, entre mim e o Daniel tinha a Carol
acima de tudo, então minha escolha era o Thiago, a escolha sensata, a escolha
que não magoaria ninguém, talvez só a mim mesma.
Levantei,
tomei um banho e coloquei meu pijama. Olhei no espelho e vi a imagem de uma
amiga traidora. Porque eu me sentia assim? Eu já tinha feito minha escolha, eu
iria ficar com o Thiago, então não entendia o motivo de me sentir traindo minha
amiga. Será que eu tinha me apaixonado pelo Daniel? Não, eu o detestava.
Acordei
com o barulho do motor da piscina. Após tomar um banho e me arrumar, saí para
tomar café.
- Bom dia
filha, o Robson já está limpando a piscina para receber seus amigos.
- Bom dia
tia Rosa.
- O que
você tem querida?
- Ah tia
Rosa, eu estou confusa.
- Coração
confuso, filha?
- Acho que
sim tia Rosa.
- Filha,
lembre-se de que você tem que buscar sempre a sua felicidade. Do contrário
serão três pessoas infelizes, você, a pessoa que você ama, e a pessoa que você
tenta amar.
- E quando
existe uma quarta pessoa?
- Filha, o
que é melhor, duas pessoas felizes e duas tristes, ou quatro pessoas sofrendo?
- Entendi
tia Rosa, obrigada.
Tia Rosa
estava certa, mas ela não sabia os detalhes, ela não sabia que nem eu mesma
sabia se eu amava ou odiava o Daniel. Ela não sabia que eu jamais arriscaria
magoar uma amiga, por nada nesse mundo. Amores vem e vão, mas amizade é para
sempre.
- Filha,
que horas seus amigos vão chegar?
- Não sei
tia, que horas são?
- 10:30.
-Vou ligar
para a Carol, para ver que horas ela vem.
Liguei
para o celular da Carol, meu coração estava acelerado. Era como se ao ouvir minha
voz, ela imediatamente saberia que eu havia beijado o cara por quem ela era
apaixonada.
- Alô.
- Oi
Carol, bom dia. Só quero saber que horas você vem.
- Amiga
estou entrando no seu prédio agora. O pessoal combinou de chegar por volta de
meio-dia, mas eu vim antes porque quero te contar o que aconteceu ontem quando
o Dani me levou em casa. – Nesse momento meu coração parou.
- Ah tá,
então eu estou te esperando aqui. Beijos.
Eu estava
enjoada, o que ela teria para me contar sobre a noite anterior? Será que eles
tinham ficado? Mas o Daniel tinha dito que a última vez que ficou com ela foi
antes de viajar, será que ele estava mentindo? “E daí Melissa, o que te
interessa se ele mentiu? Você o odeia, isso só vai te ajudar a detestá-lo mais
um pouquinho. ” Pensei.
A Carol
chegou, tia Rosa abriu a porta para ela, e ela entrou com um sorriso enorme. Se
apresentou para tia Rosa, deu um beijo no seu rosto, me pegou pelo braço e saiu
me arrastando.
- Onde é o
seu quarto, eu preciso falar com você senão vou explodir.
- É aquele
ali, segunda porta a direita.
Ela me
arrastou pelo quarto adentro, fechou a porta e se virou sorrindo.
- Ai amiga,
obrigada por pedir para o Dani me levar pra casa ontem.
- Ah, por
nada. E aí o que rolou?
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Livro Série
Ebaaaaaaaa, é Terça!
Como prometido, meia-noite em ponto, mais um capítulo do nosso Livro Série. Divirtam-se!
Como prometido, meia-noite em ponto, mais um capítulo do nosso Livro Série. Divirtam-se!
Capítulo 3 - Novo Mundo
Sacudi a
cabeça para me livrar dos pensamentos, levantei, contornei a piscina, peguei a
toalha, mas eu já estava seca. Peguei minhas malas e entrei na casa
novamente. A sala era incrível, cada
peça da mobilha parecia estar em prefeita harmonia. O sofá de um branco
impecável, que chegava a doer a vista, olhei ao redor, atordoada. Só então
percebi que a casa estava impecavelmente limpa, até a piscina, a não ser que
alguém estivesse indo cuidar, deveria ser um enorme foco de mosquito da dengue.
Então, ou alguém morava naquela casa, ou alguém ia lá sempre limpar a casa e
cuidar da piscina, das plantas, de tudo.
Pensei no porteiro, ele apenas perguntou quem eu era, e se deu por
satisfeito quando eu disse que era a nova moradora da cobertura e disse meu
nome, se alguém morasse ali ele teria estranhado. Deixei minha bagagem na sala
e fui procurar vestígios de que alguém morava naquela casa. Entrei em cada um
dos quatro quartos, todos muito bem arrumados, com as camas feitas e sem
nenhuma poeira. Porém nos closets só havia roupas de cama. Nos banheiros
também, só havia toalhas e sabonetes no lavabo. Nenhum shampoo, condicionador,
creme dental ou escovas de dente. Nada naquela casa indicava que alguém morava
ali, mas certamente alguém ia lá para arrumar tudo periodicamente, talvez tenha
estado lá no dia anterior. Fui até a cozinha, havia frutas frescas na fruteira,
a geladeira estava abastecida, assim como a dispensa. Daria para uma família
grande passar um mês ali sem precisar ir ao mercado. No freezer tinha vários
tipos de carne e louça nos armários. Eu realmente estava intrigada.
Peguei
minhas malas na sala e levei para o quarto que mais me agradou, a decoração era
toda em branco e lilás e a janela dava para a piscina. Sentei na cama, abri
minha mala e comecei a separar minhas roupas em cima da cama para depois
arrumá-las no closet, que era tão grande que elas se perderiam lá dentro. Assim
que eu descobrisse onde ficava o shopping iria comprar umas roupas. Em meia
hora eu já havia guardado toda a minha bagagem, tomado banho e vestido um short
jeans e uma blusa branca. Estava penteando meu cabelo, quando ouvi um barulho
de chaves na porta da frente, meu coração pulou, eu olhei para o relógio na
cabeceira da cama – eram nove e meia da manhã - e me pus de pé, sem coragem de
me mover. Ouvi a porta abrir e fechar. Ouvi o som de passos, pelo barulho de
salto me parecia ser uma mulher. Ouvi a porta abrir novamente e fechar sob o
som de passos mais pesados, talvez fossem de homem. Prendi a respiração, e
soltei quando eles começaram a conversar.
- O
porteiro me disse que ela chegou faz umas três horas e meia mais ou menos. – Falou
uma voz de mulher.
- Talvez
ela esteja no banho. Ela esteve na piscina. - Falou o homem.
- Eu
fiquei tão triste quando soube da morte da dona Tânia, embora só a tenha visto
quando ela me contratou. Era a mulher mais linda que eu já vi em toda a minha
vida, mais linda que qualquer artista de televisão. Pena você não a ter
conhecido Robson, daí você ia ver que eu não estou exagerando.
- Talvez a
filha pareça com a mãe. – Falou o tal Robson, esperançoso.
- É
talvez, eu não a vejo já faz vinte anos. A menina tinha acabado de nascer,
então ela deve estar com vinte anos agora, só um pouco mais nova do que a dona
Tânia quando a conheci.
-Rosa,
deixa eu ir fazer meu trabalho. Agora que a princesinha chegou, eu tenho que
deixar a piscina mais limpa do que nunca.
- Eu vou
ver se encontro a menina, para ver o que ela quer que eu faça para o almoço.
Depois você entra que eu te apresento a ela.
Os passos
da mulher ecoaram pelo corredor. Virei para o espelho o comecei a pentear meus
cabelos, ansiosa. Aquela mulher trabalhava ali a tanto tempo, talvez ela
soubesse de alguma coisa que pudesse me ajudar na minha busca. Pensar nisso fez
meu coração disparar.
- Com
licença, dona Melissa? – Uma senhora negra de sorriso simpático me olhava
hesitante da porta do quarto, eu sorri para ela de volta e ela entendeu isso
como um convite para continuar. – Bom dia dona Melissa, meu nome é Rosa, eu sou
a empregada que a sua mãe contratou para tomar conta da casa. Não sei se ela
lhe disse que eu estaria aqui, espero que não se incomode.
- Na
verdade dona Rosa, o que me incomoda é a senhora me chamar de dona Melissa. Tudo
bem para a senhora, me chamar de Mel? – Respondi sorrindo para a senhora
simpática. Ela sorriu de volta.
- Tudo bem
Mel, eu também me sinto mais à vontade assim. Você tem a mesma idade da minha
neta mais velha. Sua mãe costumava me chamar de tia Rosa quando ligava para cá. Se quiser, você também pode me chamar assim. – Eu não sei que carisma era esse
que a Rosa tinha, mas eu a conhecia fazia 2 minutos e já a adorava.
- Certo,
tia Rosa, eu não sei bem como essa casa funciona, quais são os seus horários,
nadinha. Então você vai ter que ajudar. Você acaba de ser promovida a
governanta, se quiser pode contratar quantos funcionários achar necessário para
os afazeres domésticos e você quem irá administrar tudo. Ah, vamos negociar
também o seu aumento.
Eu e a
Rosa ficamos ali conversando por um bom tempo, decidindo como organizaríamos a
casa. Por fim chegamos à conclusão de que ela continuaria dormindo no quarto de
empregada como já fazia há vinte anos – mas eu ainda iria tentar convencê-la a
se mudar para uma das outras três suítes da casa – ela contrataria outra
empregada, para os afazeres domésticos e coordenaria tudo para que ficasse
impecável. E contrataria também um motorista, para que ele a levasse para onde
ela quisesse, ela continuaria tendo os fins de semana de folga e poderia também
tirar folga sempre que quisesse durante a semana. E que o salário dela em
princípio seria dobrado, depois de eu conversar com o advogado que cuidava das
finanças, talvez eu aumentasse ainda mais. Eu percebi que eu passei a ver a Rosa
como minha família, uma vez que soube que ela ajudava a minha mãe há vinte
anos. Falei com a Rosa que a gente podia contratar também uma cozinheira, mas
ela fez questão de cuidar de minha comida pessoalmente, disse que a cozinha era
dela, claro que eu não me opus.
- Você é
tão parecida com sua mãe e ao mesmo tempo tão diferente Mel. – Disse a Rosa
enquanto acariciava meu cabelo dois dias depois da minha chegada, em uma tarde
que passamos inteira no meu quarto conversando.
- Como
assim tia Rosa? – Indaguei curiosa.
-
Fisicamente você parece muito com ela, só os olhos que são do seu pai. Aqui neste
quarto tinha uma foto dos dois juntos, mas um dia veio um homem aqui e levou.
Mas o seu jeito, seu olhar não parece com ela, ela era uma pessoa muito fina,
sabe, até no modo de falar. Mas tinha um olhar magoado, e até certa frieza.
Tenho certeza que a vida foi muito dura com ela. Você não, seu olhar é doce,
você é meiga, é uma menina. Sua mãe, apesar da pouca idade, ela tinha vinte e
três anos quando a conheci, parecia ter muito mais, no modo como se vestia, em
tudo. A gente via a juventude na aparência dela, mas não conseguia enxergar
essa juventude nela em si. Eu amava muito sua mãe Mel, ela me ligava todos os
dias, só para conversar às vezes. Me dizia o quanto você era maravilhosa,
estudiosa. Falando nisso, você tem que se matricular numa faculdade aqui, vai
continuar fazendo comunicação? – Agora eu entendia o que eu sentia, a Rosa era
realmente a família da minha mãe.
- Eu não
sabia que minha mãe tinha você tia Rosa, lamento não poder te conhecer antes.
- Sua mãe
tinha medo de vir ao Rio Mel. E tinha medo de você querer vir me ver. Agora eu
entendo.
- Por quê?
- Você é
igual a ela, linda como ela. Uma beleza ímpar. Qualquer pessoa que conheceu sua
mãe na juventude Mel, vai saber que se trata da filha dela, antes de te
conhecer.
- E isso é
tão grave assim?
- Não sei
Mel, sua mãe nunca me falou o que ela temia, mas eu sei que ela nem cogitava a
possibilidade de chegar perto desse prédio. Quando eu contratei o Robson e pedi
que ela viesse conhecê-lo, foi a única vez que sua mãe foi extremamente grossa
comigo. Depois me pediu desculpas, mas disse que neste prédio ela não colocava
os pés nunca mais.
- Tia
Rosa, eu vim para o Rio para descobrir o que tanto minha mãe escondia.
- Meu
amor, talvez seja melhor você não saber.
- Você
sabe de alguma coisa.
- Mel, eu
ouvi algumas coisas, sabe como é, estou aqui a muito tempo e as pessoas
comentam. Mas eu não vou me meter querida, porque eu não sei se o que eu ouvi é
a verdade.
Aquela
conversa ficou martelando na minha cabeça por uma semana. Depois eu acabei
deixando ela de lado, infelizmente eu sabia que a Rosa não me diria mais nada.
Um mês
após minha chegada no Rio, eu já tinha praticamente uma rotina. Pela manhã eu ia
à praia ou ao shopping, na parte da tarde eu conversava com a Tia Rosa em meu
quarto ou na piscina, ela nunca tirava o uniforme e isso as vezes me incomodava.
Falávamos sobre tantas coisas, às vezes eu tentava voltar ao assunto do segredo
de minha mãe, mas ela sempre se esquivava. Pelo menos a uma conclusão eu havia
chegado, se tinha um lugar para eu começar a procurar o passado da minha mãe,
era mesmo naquele prédio. Conversei com os porteiros, porém infelizmente não
puderam me ajudar, todos trabalhavam ali a pouco tempo. Eu realmente não sabia por onde começar a
procurar, exatamente. Um dia desesperada passei uma tarde inteira no saguão do
prédio na esperança de que alguém me reconhecesse, porém, quando os
funcionários do prédio começaram a me olhar como quem olha uma louca eu resolvi
ir para casa.
Acabei
ficando amiga de uma menina na praia, o nome dela é Carolina. Marcamos de sair
à noite para comer uma pizza, Tia Rosa ficou muito feliz:
- Ah Mel,
eu já estava ficando preocupara de você passar muito tempo comigo aqui nessa
casa, e não ter contato com pessoas da sua idade.
- A Carol
é legal Tia Rosa, mas você não fica devendo em nada para ela. Adoro estar com
as duas. Vou chamá-la para vir tomar um banho de piscina aqui em casa amanhã, o
que você acha?
- Ah minha
filha eu acho ótimo, vamos fazer um churrasco, o Robson faz um churrasco
maravilhoso. Fale com sua amiga para trazer uns amigos.
- Está bom
sua festeira, mas por enquanto seremos somente eu, você, a Carol e o Robson.
- Vou
falar com a Rita para caprichar na arrumação hoje, e já vou mandar o Jaime
tirar o carro para que eu ainda pegue o mercado aberto.
- Tia
Rosa, por favor, sem exageros. É só uma amiga que vai vir aqui tomar um banho
de piscina.
- Pode
deixar filha.
Ela saiu
apressada cantando. Eu sorri em frente ao espelho ao ver tanta alegria. Talvez
a Tia Rosa achasse que aquela casa era monótona demais, ou talvez achasse que
eu era monótona demais.
Terminei
de me arrumar e me olhei no espelho, eu optei por uma minissaia jeans com uma
blusa de alça preta com detalhes em renda. Uma sandália de saltinho e os
cabelos soltos. Virei de lado para observar meus longos fios loiros que caiam
até a cintura. Virei-me de frente novamente para contemplar a imagem completa,
Tia Rosa tinha razão eu me parecia com minha mãe, olhei para a foto que eu
tinha na cabeceira, estávamos idênticas, exceto pelos:
- Olhos!!!
Só agora
me lembrei do que Tia Rosa disse no dia em que cheguei, meus olhos, os olhos
verdes que eu sempre quis saber de quem tinha puxado, agora eu sabia que eram
de meu pai. Olhei mais de perto, ali estava a prova de que eu tinha um pai,
meus olhos eram iguais aos dele. Eu sorri, abri uma gaveta da penteadeira,
peguei um lápis de olho preto e pintei abaixo dos olhos para realça-los, como
se estivesse sublinhando uma palavra importante num texto.
Me afastei
do espelho novamente para ver o resultado e saí.
Peguei o
elevador e apertei o A, no andar 18 entrou um homem de meia idade, calvo e meio
gorducho. Ele me olhou de cima a baixo com um ar carrancudo, como se eu fosse a
pessoa mais indesejável do mundo, então ele me encarou, com um olhar de raiva
eu diria até de ódio. Olhou em meus olhos e então sua expressão mudou de raiva
para surpresa e depois voltou para a raiva. Quando chegamos ao térreo, mal o
elevador começou a abrir as portas, ele pulou para o saguão e desapareceu como
quem foge de uma doença contagiosa ou de um assassino. Aquilo me deixou paralisada, então uma mão me
puxou para fora do elevador.
- Mel, o
que houve, você está dormindo?
- Ah, oi
Carol. Não, eu estou bem é só que aconteceu uma coisa estranha. Depois te
conto.
- Ok,
agora vamos para a nossa pizza! Eu chamei alguns amigos, espero que você não se
incomode.
- Hã, que.
Ah não, claro que não.
Conhecer
pessoas, não era muito a minha praia. Nunca fui muito boa em estar em grupo.
Sempre me enrolava toda, e acabava fazendo coisas desajeitadas, que fazia com
que todos terminassem rindo de mim, e de minhas trapalhadas. Porém não havia
como sair dessa furada sem magoar a Carol, então me preparei para pagar micos,
mais alguns para acrescentar a lista imensa que adquiri durante minha vida.
Chegamos à
pizzaria. Estava cheia, não havia nem uma mesa vazia. A superlotação da
pizzaria não pareceu incomodar a Carol, então supus que seus convidados já
estivessem ali. Pensar nisso me deu um frio na barriga, que só aumentou quando
vi a Carol acenando para uma mesa com quatro pessoas, três meninas e um rapaz.
Nos
aproximamos da mesa e a Carol cumprimentou todos, beijando e abraçando-os. Me
senti um tanto deslocada, ao ver aquele grupo em que eu conhecia apenas uma pessoa
e nem tão bem assim. Um grupo que parecia se conhecer a tanto tempo, e eu não
fazia parte dele. Senti um aperto no peito, tristeza e culpa por minhas amigas
que deixei para trás em minha cidade, pessoas que eu abandonei e que nunca mais
procurei. Minha melhor amiga Mari, que eu conhecia desde sempre, e que eu
simplesmente fui embora sem me despedir. Eu tinha que ligar para ela, eu
precisava dela.
- Pessoal
essa é a Mel. – Anunciou a Carol, com um tom digno de quem apresenta o
presidente da república.
Todos me
cumprimentaram e se apresentaram. Vivian era uma menina muito bonita e moderna
de cabelos escuros com mechas coloridas, tinha pircings na sobrancelha, no
nariz, na orelha – talvez até em outros lugares– era um pouco "cheinha" e usava uma saia
preta bem justa e curta com uma blusa rosa clara de alça. Sonia era uma menina
muito magrinha e muito baixinha, usava óculos e parecia que ia quebrar a
qualquer momento, seus cabelos eram compridos e escuros e seus olhos cor de
mel. Se não fosse pelo seu rosto mais maduro eu poderia jurar que ela tinha no
máximo doze anos. Amanda era uma menina negra, muito extrovertida que me
abraçou como se fossemos velhas amigas, tinha um rosto perfeito e uma pele de
pêssego, seus olhos eram negros e seus cabelos cacheados, o corpo também era
perfeito. Fiquei admirada por sua beleza, não sei o que ela fazia, mas não me
admiraria se fosse modelo. Thiago era um rapaz alto com cabelo escuro,
arrepiado. Era magro, mas dava para ver seus músculos por baixo da camisa polo.
Sua pele era bronzeada, seu rosto era lindo e seu olhar era intenso.
- Bom,
agora que todo mundo já se conhece, vamos comer? – Perguntou a Carol, ela era a
mais comum entre seus amigos, magra, cabelos lisos cor de mel e olhos escuros.
- Claro. –
Respondi. E todos concordaram.
Fizemos o
pedido e ficamos aguardando, todos conversavam animadamente, porém a Carol
balançava a perna e olhava o relógio a cada segundo.
- O que
foi Carol? – Perguntei por fim.
-Nada. –
Respondeu ela olhando mais uma vez para o relógio.
Resolvi
não a incomodar mais. Passados alguns minutos, depois de mais umas mil olhadas
no relógio, ela começou a roer as unhas.
- Gente o
Dani não vem? – Perguntou por fim, como se estivesse se livrando de algo que a
sufocava.
- Ele
disse que vinha Carol, já deve estar chegando. Quer que ligue para ele? – Falou
a Vivian, num tom como se quisesse acalmá-la.
- Não Vi,
não precisa. – Respondeu a Carol com o alívio estampado no rosto.
- Esse
Dani é seu namorado? – Perguntei para ela.
- Não Mel,
é um carinha com quem eu estou ficando. Eu te falei dele, lembra? – Sussurrou
ela ficando vermelha. Percebi então, que eu não devia ter perguntado em voz
alta. Olhei para ela, desejando que ela pudesse ler meus pensamentos, e ouvir
meu pedido de desculpas.
Nossas
bebidas chegaram e todo mundo voltou a conversar, a Carol estava visivelmente
mais calma e começou a conversar também. Às vezes olhava para trás para ver a
porta, mas não estava mais olhando para o relógio a cada segundo. A pizza tinha
acabado de chegar quando a Amanda olhou fixamente para a Carol, eu entendi na
hora que o Dani havia chegado e a curiosidade, quase me fez olhar para trás, mas
eu já havia constrangido minha amiga o suficiente por uma noite.
- Oi
pessoal, opa, parece que eu cheguei na hora boa.... Melissa, Melissa é você? –
Ele me olhava fixamente e eu também não tinha voz para responder, ele não podia
estar ali. Era muita coincidência, numa cidade tão grande como esta.
Assinar:
Postagens (Atom)















