quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Livro Série

Pessoal,
Mil desculpas, mas ontem a vida estava corrida demais, daí eu acabei me perdendo. Então estou colocando mais um capítulo do nosso livro série apenas hoje. DIVIRTAM-SE!!!!






Capítulo 4 - Você de Novo


- Vocês se conhecem? – Perguntou a Carol, com o ciúme claro em cada palavra que pronunciava.
- Garota você tem noção do quanto eu esperei você me ligar, de quantas vezes eu fui até aquele aeroporto falar com aquele taxista, implorar para ele me dizer aonde ele havia te deixado. Até que por fim acreditei na história, de que você mudou de táxi ao chegar aqui na Barra. Tem noção do quanto eu pensei em você esse tempo todo, e do quanto eu lamentei ter te perdido. – Eu estava em choque, aquilo não podia estar acontecendo. Todos me olhavam sem entender nada. E a Carol olhava para mim e para o Daniel com a boca aberta, ao que parecia ela era a única que estava entendendo, só que estava entendendo tudo errado. Fechei os olhos e procurei minha voz, eu tinha que falar e tinha que ser rápido, ou ia perder uma amiga.
- Olha aqui garoto, eu não lhe devo satisfação nenhuma. Eu disse que não ia te ligar e quando troquei de taxi foi justamente para não te ver nunca mais. –Eu falava olhando dele para a Carol, e da Carol para ele – Eu só sentei ao seu lado dentro de um avião, com que direito você vem me cobrar agora que eu não te liguei, você ligaria para um completo desconhecido? Eu vim de Três coroas, com todo mundo me dizendo que o Rio era uma cidade muito perigosa, claro que eu não ia ligar para você. E eu não entendi essa sua histeria, olha Carol sei que você me chamou para comer uma pizza, mas se esse maluco ficar gritando comigo aqui eu vou embora, e depois a gente se fala amiga. – Eu estava desesperada, a Carol parecia que ia vomitar. Ele olhou para mim e depois para a Carol, e depois para mim de novo.
- Tudo bem, mas você tem que me entender. Uma caipira como você, vindo para uma cidade como o Rio. Quando você me disse que não conhecia ninguém aqui, eu me senti na obrigação de te ajudar. E depois que você entrou naquele táxi eu precisava saber se você estava bem, se tinham te assaltado, te matado, eu estava me sentindo culpado por te largar sozinha assim, você me pareceu que não saberia nem encontrar um mercado sozinha. – Graças a Deus ele tinha entendido, eu estava tão feliz de ver a expressão de alívio no rosto da Carol que nem me incomodei com o fato de ele ter me chamado de caipira, e praticamente de retardada.
- Bom como você está vendo eu estou viva.
- É estou vendo. Bom pessoal desculpe pela lavação de roupa suja aqui, mas já que tudo está resolvido vamos comer nossa pizza.
O clima tinha voltado ao normal, a Carol estava radiante por que o Daniel puxou uma cadeira e sentou ao dela. O Thiago sentou-se ao meu lado e começou a puxar conversa, resolvi alimentar, para tirar de vez qualquer ideia que tivesse ficado na cabeça da Carol. Era melhor que ela achasse que eu estava interessada no seu amigo, do que no seu namorado.
- Ah Carol, a Rosa, minha governanta, teve a ideia de fazer um churrasco lá em casa amanhã, o que você acha? – Perguntei a certa altura, tentando levantar de uma vez por todas a bandeira da paz.
- Nossa que legal, claro que eu vou. Você está livre Dani?
- Carol, livre eu estou. Mas a sua amiga convidou você, não a mim.
- Estou convidando todo mundo Daniel, e gostaria muito que todos fossem. – Nossa, como aquele garoto podia me irritar tanto.
- Nossa Mel, claro que nó vamos. Olha tem um amigo nosso que não pôde vir, tudo bem se ele for amanhã? – Perguntou o Thiago.
- Claro, levem quem vocês quiserem.
- Legal. Bom pessoal vamos embora então? Afinal, amanhã temos uma festa. – Disse a Sonia bocejando.
Todos concordaram, pagamos a conta e nos levantamos. O Thiago colocou o braço em volta da minha cintura, eu achei melhor deixar. E assim todos saímos juntos da pizzaria. O Daniel olhou para trás onde estávamos o Thiago e eu abraçados e caminhou em nossa direção soltando fogo pelos olhos.
- Vem garota eu te levo para casa. – Falou ele, pegando meu braço e me arrastando.
- Não, o Thiago me leva. Você leva a Carol. – Eu disse soltando meu braço. Eu sabia que aquela atitude poderia dar uma impressão erradas das minhas intenções em relação ao Thiago, mas nesse momento não tinha importância.
Então cada um foi para um lado. A Vivian, a Amanda e a Sonia dividiam um apartamento, então foram juntas. O Daniel foi com a Carol. E eu segui para minha casa com o Thiago. Nós caminhamos em silencio e de mãos dadas até a entrada do meu prédio.
- Você quer que eu venha amanhã? – Perguntou o Thiago, colocando uma mecha dos meus cabelos atrás da minha orelha.
- Claro que sim. – Respondi olhando para o chão.
- Você é muito linda Mel, uma garota incrível. – Falou ele me puxando para perto dele, e passando o braço em minha cintura.
- Você também é muito especial. – Respondi sorrindo – Mas vamos com calma, pode ser?
- Sem problema, eu sou uma pessoa calma. – Ele soltou uma gargalhada e então se inclinou em minha direção, parou a boca a 5 centímetros da minha e então virou e me deu um beijo no rosto. Meus joelhos tremeram, percebi então que eu estava atraída por aquele garoto lindo e doce.
Eu sorri me virei e entrei no edifício. Quando a porta do elevador estava se fechando ela abriu novamente, e então lá estava ele na minha frente, dentro do elevador.
- Ah não Daniel, não acredito que você me seguiu.
- Sinto te decepcionar Melissa, mas dessa vez eu não tinha a menor intenção de te ver. Parece que eu me esforcei tanto para te achar, e você estava aqui o tempo todo não é, mora no mesmo prédio que eu. Hum cobertura né, parabéns.
- O que, você mora aqui?
- Sim, decimo oitavo andar. – Disse ele apertando o botão com o número 18. – Parece destino não é, eu e a Afrodite morando no mesmo prédio esse tempo todo. E eu tinha que te encontrar justamente no dia que você conhece o Thiago, e você tinha que ficar a fim dele e não de mim.
- Vem você com essa história de Afrodite novamente. – Falei rindo – E pelo menos, o Thiago não é namorado da única amiga que eu tenho aqui no Rio.
- A Carol não é minha namorada, eu fiquei com ela umas duas vezes é verdade, mas isso faz meses. Foi antes de eu viajar, antes de eu te conhecer. Mel eu conheço a Carol há muito tempo, e se eu tivesse que sentir alguma coisa por ela eu já teria sentido, não vejo ela dessa forma, ela é minha amiga, mas é só isso. A gente não manda no coração Mel, quando eu te vi naquele avião, mesmo com os olhos inchados, cheia de olheiras e de moletom, eu me apaixonei na mesma hora, não vi sua beleza nem nada, e hoje eu te vi tão linda como você está essa paixão só aumentou. Eu gosto de você Mel, gosto de verdade. E isso eu nunca vou sentir pela Carol.
- Eu não posso magoar a Carol, e espero que você também não a magoe.
- Isso eu não posso prometer, ela alimenta uma esperança que eu nunca dei. Eu quero você. – O elevador chegou ao andar dele, mas ele não desceu, a porta fechou novamente e o elevador continuou subindo.
- Não Daniel eu não posso, não posso fazer isso com a Carol, e tem o Thiago também.
- Eles vão sobreviver. – Disse ele segurando o meu rosto e me beijando.
Por um momento retribui o beijo, mas depois a imagem da Carol e do Thiago me veio à mente, e então eu me lembrei de toda a irritação que aquele garoto me causava, eu tinha que interromper aquele beijo. Mas como? Não encontrava minhas forças, ao mesmo tempo em que eu queria afastá-lo, eu queria beija-lo mais. Neste momento a porta do elevador abriu, havíamos chegado ao meu andar. Ele parou de me beijar e acariciou meu rosto.
- Boa noite Afrodite, até amanhã. Sonhe comigo.
Eu abri a boca para falar, mas a voz não veio. Daniel me beijou novamente, e então eu saí do elevador.
- Não esqueça que eu te amo! – Gritou ele enquanto a porta do elevador se fechava.
Entrei em casa meio tonta, fui até a cozinha, peguei um copo de água e fui para meu quarto. Sentei em minha cama ainda atordoada, aquele beijo havia mexido comigo, isso era inegável, mas eu não podia gostar do Daniel, ele me irritava, eu o detestava. E ainda tinha o Thiago, o que eu senti quando ele me abraçou, eu me senti atraída por ele. Minha cabeça estava tão confusa. Afinal o que eu sentia? Bom, independentemente de qualquer coisa, entre mim e o Daniel tinha a Carol acima de tudo, então minha escolha era o Thiago, a escolha sensata, a escolha que não magoaria ninguém, talvez só a mim mesma.
Levantei, tomei um banho e coloquei meu pijama. Olhei no espelho e vi a imagem de uma amiga traidora. Porque eu me sentia assim? Eu já tinha feito minha escolha, eu iria ficar com o Thiago, então não entendia o motivo de me sentir traindo minha amiga. Será que eu tinha me apaixonado pelo Daniel? Não, eu o detestava.
Acordei com o barulho do motor da piscina. Após tomar um banho e me arrumar, saí para tomar café.
- Bom dia filha, o Robson já está limpando a piscina para receber seus amigos.
- Bom dia tia Rosa.
- O que você tem querida?
- Ah tia Rosa, eu estou confusa.
- Coração confuso, filha?
- Acho que sim tia Rosa.
- Filha, lembre-se de que você tem que buscar sempre a sua felicidade. Do contrário serão três pessoas infelizes, você, a pessoa que você ama, e a pessoa que você tenta amar.
- E quando existe uma quarta pessoa?
- Filha, o que é melhor, duas pessoas felizes e duas tristes, ou quatro pessoas sofrendo?
- Entendi tia Rosa, obrigada.
Tia Rosa estava certa, mas ela não sabia os detalhes, ela não sabia que nem eu mesma sabia se eu amava ou odiava o Daniel. Ela não sabia que eu jamais arriscaria magoar uma amiga, por nada nesse mundo. Amores vem e vão, mas amizade é para sempre.
- Filha, que horas seus amigos vão chegar?
- Não sei tia, que horas são?
- 10:30.
-Vou ligar para a Carol, para ver que horas ela vem.
Liguei para o celular da Carol, meu coração estava acelerado. Era como se ao ouvir minha voz, ela imediatamente saberia que eu havia beijado o cara por quem ela era apaixonada.
- Alô.
- Oi Carol, bom dia. Só quero saber que horas você vem.
- Amiga estou entrando no seu prédio agora. O pessoal combinou de chegar por volta de meio-dia, mas eu vim antes porque quero te contar o que aconteceu ontem quando o Dani me levou em casa. – Nesse momento meu coração parou.
- Ah tá, então eu estou te esperando aqui. Beijos.
Eu estava enjoada, o que ela teria para me contar sobre a noite anterior? Será que eles tinham ficado? Mas o Daniel tinha dito que a última vez que ficou com ela foi antes de viajar, será que ele estava mentindo? “E daí Melissa, o que te interessa se ele mentiu? Você o odeia, isso só vai te ajudar a detestá-lo mais um pouquinho. ” Pensei.
A Carol chegou, tia Rosa abriu a porta para ela, e ela entrou com um sorriso enorme. Se apresentou para tia Rosa, deu um beijo no seu rosto, me pegou pelo braço e saiu me arrastando.
- Onde é o seu quarto, eu preciso falar com você senão vou explodir.
- É aquele ali, segunda porta a direita.
Ela me arrastou pelo quarto adentro, fechou a porta e se virou sorrindo.
- Ai amiga, obrigada por pedir para o Dani me levar pra casa ontem.

- Ah, por nada. E aí o que rolou?





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