Bom dia Pessoal,
Na correria de todo dia, ando sem tempo para escrever. Me desculpem,
Mas aqui está, um novo capítulo para vocês...
Capítulo 7 - Se entregando ao amor
Ele me olhou
com ternura e apenas sorriu. Ele havia sido tão companheiro hoje, estando ao
meu lado o tempo todo. Tomando as decisões necessárias. Eu não conseguia me
imaginar passando por tudo aquilo sem ele do meu lado. Eu sentia em meu coração
como se ele realmente fosse meu namorado. E, acima de tudo, eu queria isso mais
do que tudo. Mas com certeza eu iria fazer um charme antes.
Tomei meu
banho com calma, a água quente pereceu levar embora toda a aflição que eu
estava guardando. Lembrei de cada palavra que o pai do Daniel falou, na forma
fria como a mãe dele me tratou e principalmente que a raiva que os dois sentiam
da minha mãe e a reação deles ao saberem que ela estava morta. A expressão
deles beirava o alívio.
Com certeza
tinha muita coisa que eu precisaria entender em tudo isso. Eu que tinha vindo
para o Rio para ir atrás do passado na minha mãe, no momento em que eu menos
estava pensando nisso. O passado dela veio até mim. Mas eu não queria pensar em
nada disso agora. Eu queria pensar no Daniel, queria estar com ele. Eu ainda não entendia o que era, mas sabia
que havia nascido dentro de mim um sentimento diferente em relação a ele.
Terminei meu
banho e comecei a me arrumar. Olhei no relógio, já eram oito horas. “Como a
hora passou rápido. ” Pensei. Eu queria estar linda, queria que o Daniel me
achasse linda. Coloquei um short branco com uma camisa azul e uma maquiagem bem
levinha. Cheguei na sala e percebi que o Daniel estava conversando com alguém
no celular. Ele parecia bem irritado. Encostei na parede e fiquei olhando para
ele. Como era bom olhar para ele. Ele então percebeu minha presença e levantou
os olhos do celular e me olhou.
- Uau! – Disse
ele enquanto guardava o celular no bolso.
- Obrigada. –
Eu disse sorrindo. Então caminhei para perto dele.
Ele me abraçou
pela cintura e cheirou meus cabelos. Eu não queria que aquilo parasse nunca,
não queria me afastar dele. Pelo contrário. Queria que ele me beijasse. Eu não
teria força para resistir àquilo. Mesmo sabendo que eu tinha que repreendê-lo
por espalhar nosso namoro, antes dele acontecer. Nesse momento o celular dele
tocou novamente. Ele tirou o celular do bolso, olhou a mensagem e desligou o
celular. De relance eu vi o nome da Carol escrito na tela, isso me trouxe de
volta para a realidade. Afastei as mãos dele da minha cintura delicadamente, e
caminhei para a varanda, me sentando em uma das espreguiçadeiras do deck
molhado na piscina. Fiz sinal para que ele se sentasse na espreguiçadeira ao
lado e ele obedeceu.
A noite estava
maravilhosa. Ele sentou na minha frente, e a beleza dele sob a lua era algo
praticamente irresistível. Resolvi começar, antes que eu perdesse a coragem, e a
vontade de falar.
- Daniel,
primeiramente quero te agradecer por tudo que você fez por mim hoje. Eu
sinceramente não sei como eu teria enfrentado tudo que aconteceu sem você do
meu lado.
- Mel, eu não
fiz mais do que a minha obrigação. Meu pai foi injusto e cruel. Eu teria feito
isso por qualquer pessoa. O fato de eu te amar, só fez com que eu fizesse com
mais vontade. A gente sente uma necessidade inexplicável de proteger quem a
gente ama.
- Daniel, quem
era no celular? Por favor não minta.
- Como assim?
- As mensagens
Daniel, eu percebi que você estava conversando com alguém. Ou melhor
discutindo.
- Não era nada
demais, era a Carol. Ela só quer saber como você está. Ei você ainda não
comprou um celular é?
- Não, ainda
não vi necessidade. Mas na minha casa tem telefone, ela podia ter ligado para
cá.
- Desculpa, eu
disse que você estava no hospital. E que não sabia que horas teria alta. Que
estava tomando soro, porque tinha desmaiado. Desculpe.
- Nossa,
obrigada. De verdade. Você foi um gênio. Mas por que ela está te perturbando
tanto que está te deixando tão irritado?
Ele olhou para
baixo, respirou findo e então disse.
- Me desculpa,
eu acho que acabei com a amizade de vocês. Quando eu vim aqui para pedir para o
pessoal ir embora, a Carol pediu para eu levar ela para casa. Eu disse que não
podia, porque eu tinha que ficar com você, só que ela não gostou nem um pouco.
E agora, ela veio me cobrar satisfação. Desculpa Mel, eu não aguentei. Você
quer ler? – Perguntou ele ligando o celular.
- É tão ruim
assim? – Perguntei com receio. Ele fez que sim com a cabeça e me passou o
celular.
“Oi, como está
a princesa? ”
“Melhor graças
a Deus, está indo para casa. ”
“Ótimo, larga
ela lá e vem aqui para a gente conversar. ”
“Carol, não
temos nada para conversar. ”
“ Claro que
temos, você me largou para ir dar uma de enfermeiro dessa aí. O Mínimo que você
me deve é um pedido de desculpas. ”
“ Carol, me
desculpa. Eu tentei de tudo deixar as coisas claras para você sem te magoar,
mas não vai ter outro jeito. Eu gosto de você apenas como amiga. Não te vejo de
outra forma. Desculpe se eu passei a impressão errada quando fiquei com você,
mas eu realmente não tenho outro sentimento por você a não ser de uma grande
amizade. “
“ Ah Daniel,
não vai me dizer que você está pegando a Melissa. Pelo amor de Deus, você não
pode ver uma mulher mesmo heim. Depois você vai iludir a garota, e quem vai ter
que consolar ainda vai ser eu. Bom você pode pegar a piranha que quiser, que no
final você sempre volta para mim. “
“ Carol, acho
que você ainda não entendeu. Eu não estou pegando a Melissa. Eu a amo. E acho
que se você realmente quiser continuar sendo minha amiga, você medir suas
palavras quando for falar dela. Por que se Deus quiser eu ainda vou conseguir
fazer essa garota aceitar ser minha namorada, e ela vai estar presente na minha
vida para sempre. “
“ Como assim
Daniel, você conheceu essa garota ontem e já está falando que ama. Só pode ser
uma piada né.
-Daniel, me
responde.
- Não vai me
responder é?
- Pois espera
para você ver, ninguém me faz de boba não Daniel. Você vai me pagar, vocês
dois”
Eu estava em
choque. Realmente eu não sabia se a Carol era muito falsa ou muito louca. A
forma como ela falou de mim, aquelas mensagens além de decepção me fizeram
enxergar a realidade. Ela nunca foi minha amiga de verdade.
- Desculpe. –
Disse ele novamente quando devolvi o celular.

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