Mais um capítulo para vocês!!!!
Amoooooo Terça-feira!!!!!!!!!
Capítulo 5 - A grande confusão
- Na
verdade foi meio estranho, ele me levou para casa, mas não falou muito. Eu
falava o tempo todo, mas tinha a impressão de que ele não me ouvia, era como se
ele não estivesse ali. E ele estava meio irritado. Então quando a gente chegou
na porta da minha casa, ele simplesmente me deu tchau e virou para ir embora.
Aí eu segurei o braço dele e dei um beijo nele. Ele não retribuiu o beijo sabe,
mas me afastou delicadamente, acariciou o meu rosto disse que eu era uma garota
muito especial, me deu um beijo na testa e foi embora.
- Tá, mas
você está muito feliz, o que você acha de tudo isso.
- Ai amiga
eu acho que ele não quer mais só ficar comigo, que está se sentindo culpado.
Acho que ele me acha especial e que eu sou uma garota para namorar, acho que
ele está confuso mas acho que ele gosta de mim.
- Sério?
- Mel, o
Dani é o tipo de cara pegador. Ele não namora, ele só fica. Nunca gostou de
garota nenhuma, ele curte o momento, e quando não quer mais ele simplesmente
chuta ela. Ele não tem pena, sabe. O Thiago falou para mim que ele nunca se
apaixonou, nunca amou nenhuma garota de verdade, mas que ele voltou de viagem
dizendo que estava apaixonado. E o que aconteceu ontem para mim foi uma
demonstração do conflito que está tendo dentro dele. Sabe, ele é um galinha,
mas me acha uma garota especial e não quer me fazer sofrer. Mel, acho que ele
gosta de mim.
- É, pode
ser. Faz sentido.
- Ai amiga,
eu estou tão feliz! – Disse ela me abraçando.
E fazia
sentido mesmo, tudo que ela disse. Ela mais do que ninguém estava lá e viveu o
momento. Quanto ao beijo que ele me deu, acabou de me dizer que ele era um
pegador. Eu era nada a mais do que uma presa para ele, que deve ter ficado mais
saborosa ainda pois era uma presa arisca. Mas ele já tinha me beijado, já
satisfez sua curiosidade, sua vontade. Agora eu não era mais nada para ele.
Pensar naquilo me deixou triste e com muita raiva, como eu pude ser tão idiota?
Eu sentia nojo só de lembrar que aquele idiota tinha me beijado duas vezes. Mas
eu já tinha decidido que quando ele chegasse, se realmente viesse, eu o
trataria com a máxima indiferença.
Eu estava
no quarto conversando com a Carol quando a tia Rosa bateu para avisar que a
Vivian, a Sônia e a Amanda estavam subindo. Nós fomos espera-las na piscina.
Logo depois Thiago chegou com o Gabriel, um garoto moreno com o cabelo raspado
e um corpo malhado de academia.
- Oi Mel.
– Disse o Thiago me envolvendo pela cintura, e me puxando para me dar um beijo
no rosto e um abraço bem forte. – Pensei em você a noite toda. – Ele sussurrou
no meu ouvido.
Senti meu
rosto pegar fogo e me afastei sorrindo sem jeito. Nesse momento a campainha
tocou, meu estômago deu um giro de 360 graus, com certeza era o Daniel.
Sei que eu já
tinha decidido que não daria a menor atenção para ele, mas pensar que ele
estava ali a poucos metros, me fazia ficar sem ar. “Meu Deus, que confusão eu fui
me meter”. Pensei. Mas eu tinha que enfrentar tudo isso, e sair da forma mais
digna possível. Se aquele Daniel achava que podia dar uma de gostosão para cima
de mim, ele realmente não me conhecia.
Caminhei em
direção a Vivian, para me afastar da Carol, caso o Daniel fosse indiscreto. Me
posicionei de costas para a entrada da varanda, para não correr o risco de me
trair e acabar olhando para ele quando entrasse.
- Podem
começar a festa, chegou quem faltava! – Falou Daniel anunciando sua chegada.
Todos caíram
na gargalhada. Ouvi quando a Carol deu um gritinho e quando olhei para ela,
estava correndo para abraçá-lo. Neste momento ele olhou para mim e nossos olhos
se encontraram, desviei o olhar e virei de costas. “ Isso não era para ter
acontecido. ” Pensei.
- O Dani é
demais, não é Mel. – Falou a Vivian, puxando assunto.
- Sinceramente
Vi, eu acho ele meio arrogante. Sempre querendo atrair toda a atenção para si.
- Que isso, é
porque você não o conhece. O Dani é a melhor pessoa que eu já conheci. Muito
generoso, sempre disposto a ajudar o próximo.
- É, na
verdade eu não tive a oportunidade de conhecê-lo direito. Por isso, devo ter
ficado com a impressão errada.
- E nem vai
ter essa oportunidade Mel. A Carol, realmente ficou com muito ciúme de você por
causa da confusão de ontem. Ela não vai deixar você chegar perto do Dani nunca
mais. – Falou a Vivian rindo. Ela realmente estava brincando com aquele
comentário inocente, mas ele fez com que eu me sentisse culpada novamente.
- O que as
mocinhas tanto conversam? – Eu simplesmente tremi quando ouvi a voz dele atrás
de mim. Nesse momento o Daniel me abraçou por trás e me deu um beijo no cabelo.
A Vivian me olhou com um ar de entendi tudo, e aquilo fez meu coração gelar. Me
desvencilhei do seu abraço e parei ao lado da Vivian de frente para ele.
- Na verdade
Daniel, estávamos falando de você. – Eu disse.
- Sério? –
Perguntou ele com um sorriso que iluminava todo o rosto.
- Sim. –
Continuei. – A Vivian estava me contando que a Carol ficou com muito ciúme de
você comigo, por causa da sua ceninha de ontem. E você chegou bem na hora que
eu ia falar para ela que esse ciúme é completamente infundado, porque você e eu
não temos, nunca tivemos e nem nunca vamos ter nada um com o outro.
O sorriso dele
murchou na hora, e ele me olhava com um olhar de dúvida. Parecia não encontrar
as palavras para continuar nossa conversa.
- Ah, Dani.
Mas pelo visto você já deixou isso bem claro para a Carol ontem. – Falou a
Vivian, com um tom de cumplicidade. Indicando que já estava a par das
novidades. Aquilo foi como um soco no estômago para mim.
- Eu o quê? –
Perguntou o Daniel, bastante surpreso. – Vi, não importa o que eu faça. A Carol
sempre entende tudo errado. Eu vou contar para você exatamente o que aconteceu
ontem, e você vai ver que eu deixei mais do que claro para a Caro,l que entre
ela e eu não vai rolar nada. Nunca mais.
Ele falava
tudo isso com a Vivian, mas olhando nos meus olhos o tempo todo. Um olhar
suplicante. Eu tinha que sair dali.
- Bom, eu vou
ali falar com o Thiago. Continuem a conversa, e sintam-se em casa. – Eu disse
por fim, indo em direção ao Thiago, que me recebeu com um sorriso imenso.
Eu fiquei o
tempo todo ao lado do Thiago, ele era como meu porto seguro. Enquanto eu estava
perto dele, o Daniel não se atrevia a chegar perto de mim. Ficava sempre me
olhando de longe, com tristeza. Mas eu não iria cair naquele jogo, eu era mais
forte do que aquilo.
Em alguns
momentos, ele tentou forçar situações em que a gente ficasse a sós. Mas o ciúme
da Carol era tanto que só me ajudava. Se eu tinha que ir na cozinha buscar
bebidas, ele logo vinha oferecer ajuda. Então a Carol dizia que também iria
ajudar, e por fim eu falava que era melhor os dois irem buscar as bebidas,
enquanto eu recolhia o lixo. Essa estratégia estava funcionando muito bem, até
aquele momento.
- Bom pessoal
eu vou na dispensa buscar mais umas cervejas para pôr para gelar. – Disse eu,
algumas horas mais tarde. Como essa turma bebia, eu não contava com isso.
- Eu vou te
ajudar. – Falou o Daniel pela quarta ou quinta vez. Ele não desistia.
- Eu ajudo
também. - Disse a Carol prontamente.
Aquilo estava ficando engraçado.
A Rosa, estava
conversando com o Robson perto da churrasqueira. Eu havia feito ela prometer
que iria curtir a festa e deixaria os afazeres por minha conta.
- Vão vocês
dois na cozinha então, que eu vou no mercado comprar mais umas cervejas porque
acho que a Rosa não contou que vocês bebessem tanto. – Disse eu rindo.
- O mercado é
longe Mel, você vai de carro? – Perguntou o Daniel por fim.
- Não o James
já foi embora, a Rosa dispensou ele. Vou de táxi.
- Eu posso te
levar no meu carro.
- Não Daniel,
a Carol precisa de ajuda. Eu vou e volto rapidinho.
Nesse momento
o Gabriel veio até a gente perguntando se precisávamos de
ajuda. E o Daniel foi mais rápido que eu.
- Biel, me faz
um favorzão irmão. Ajuda a Carol a pegar umas bebidas lá na cozinha, que eu vou
com a Mel no mercado.
- Tudo bem
cara, vai lá. – Com essa eu não contava, meu coração acelerou. O Daniel pegou
minha mão e saiu me arrastando, enquanto eu tentava argumentar o quanto aquilo
era desnecessário. Quando eu me dei conta, já estava dentro do elevador e a
porta já estava fechando.
- Posso saber
o que deu em você? – Perguntou ele bravo.
- Do que você
está falando?
- Do que eu
estou falando? Eu estou falando de você fugindo de mim, desde a hora em que eu
cheguei. Estou falando de você, agindo como se nada tivesse acontecido ontem.
De você me evitando, me ignorando. Melissa, eu fui sincero com você ontem. E eu
não sei para você, mas para mim o que aconteceu ontem, aqui dentro desse
elevador foi verdadeiro. Então, sinceramente, eu não estou entendendo porque
você está agindo assim comigo. E se você vier me dizer que é por causa da
Carol...
Nesse momento
a porta do elevador abriu, reconheci o mesmo homem calvo e gordo de ontem,
então dei um passo para ficar atrás do Daniel, na esperança de que ele não me
reconhecesse. Ele olhou espantado para o Daniel que disse:
- Oi pai!
- Oi meu
filho, você não tinha ido para um churrasco. Já voltou?
- Não, só vou
ali no mercado buscar umas cervejas. – Nesse momento o homem pareceu consternado.
- Daniel, esse
churrasco por acaso não é na cobertura, certo?
- É sim, a
propósito. Deixa eu te apresentar. – Disse ele saindo da minha frente, dando a
oportunidade de o pai notar minha presença no elevador pela primeira vez. O
rosto do homem ficou branco, enquanto Daniel continuava. – Pai, essa é Melissa.
Minha namorada.
Eu olhei para
o Daniel incrédula, porém antes que eu pudesse dizer ou pensar alguma coisa, o pai dele
começou a gritar.
- Sua o quê?
Daniel, eu não quero você perto dessa garota. Você não sabe quem ela é, não
sabe do que ela é capaz. Fique longe dela entendeu!
Eu olhava para
ele sem entender nada, eu nem sequer conhecia aquele homem. Como ele podia
falar aquelas coisas de mim. Abri a boca para me defender, mas novamente o
Daniel foi mais rápido. A porta do elevador abriu e o pai dele saiu andando
pela garagem, e ele pegou minha mão e saiu bradando atrás do pai.
- Pai o que há
com você? Como você pode falar assim da minha namorada, sem nem a conhecer.
- Ah, meu
filho eu conheço. Eu a conheço muito bem, e sei muito bem do que ela é capaz.
Ela e a vadia da mãe dela.
Ao ouvir isso
eu comecei a chorar, como aquele homem podia falar assim de mim? E
principalmente, como ele podia falar assim da minha mãe? Uma pessoa que ele sequer conhecia.



















