Como prometido, mesmo que com atraso, aqui está. Mais um capítulo do nosso livro série. Divirtam-se!!!!!!!!
Capítulo 6 - Primeiro encontro
- Pai, escuta
bem. Eu amo essa garota, e não vou admitir que você fale assim dela nem de
qualquer membro da família dela. Está entendendo pai, pare com isso já.
- Cadê a sua
mãe garota, ela veio destruir o resto da família? Está usando você para
seduzir meu filho, é isso? Pois saiba que eu não vou deixar. Você pode dizer
para ela, que dessa vez eu vou defender minha família, e que eu não vou cair no
joguinho dela novamente. Pode falar para aquela vadia que ...
- Minha mãe
está morta! Eu não sei do que o senhor a está acusando, nem o que aconteceu
entre vocês para deixar o senhor com tanta raiva assim. Mas por favor senhor,
pare de falar dela assim, eu não estou mais aguentando ouvir isso. – Isso foi
tudo que eu reuni forças para falar antes de cair em um choro compulsivo. O
homem pareceu atordoado, virou as costas e saiu caminhando pelo estacionamento.
O Daniel ficou
ali abraçado comigo por bastante tempo, enquanto eu chorava. A dor que eu
sentia em meu peito de ouvir aquelas palavras, era tanta que parecia que meu
peito ia explodir. Ele levantou meu rosto delicadamente, e me perguntou se eu
conseguia andar. Respondi que sim, e ele me conduziu novamente para o elevador.
Sempre me abraçando e me consolando. Já no elevador eu olhei para ele por fim.
- Eu não sei
do que ele estava falando. – Eu disse soluçando.
- Eu sei que
não. – Disse ele beijando meus lábios e me abraçando.
Quando o
elevador parou olhei para frente e percebi que não estávamos no meu andar.
Olhei no visor e estava marcando 18º andar. Não era possível, o Daniel só podia
estar de brincadeira. Nosso prédio era de um apartamento por andar, então eu
sabia o que ele pretendia antes mesmo de ele falar.
- Ah não,
Daniel.
- Mel, meu pai
saiu, nós vimos isso. Então fica tranquila.
Ele abriu a
porta e me conduziu até a sala, abraçado comigo. Nesse momento estrou uma mulher
na sala, ela era uma senhora de uns quarenta e poucos anos, muito bonita e
muito bem arrumada. Tinha o cabelo castanho na altura dos ombros, impecável.
Parecia ter saído de uma revista.
- Dani é você?
Seu pai saiu para encontrar os amigos, pensei que fosse passar a noite
sozinha... – Só então ela percebeu que eu estava ali, então seu semblante
mudou. Pensei que ela fosse voar no meu pescoço ali mesmo. – O que “ela” está
fazendo aqui? – Disse ela quase gritando. Então de repente, ela pareceu cair em
si e falou em um tom mais ameno. – Daniel, quem é essa garota?
- Mãe, essa é
minha namorada, Melissa. Ela está um pouco atordoada, passou por uma situação
nada agradável agora. Vou deixar ela aqui, e vou resolver um problema rápido.
Volto em dez minutos. – Disse ele me acomodando suavemente no sofá. – Mel. –
Sussurrou ele no meu ouvido. – Vou avisar ao pessoal que a festa acabou e tirar
aquele monte de gente da sua casa, já volto para te buscar. Por favor fique
calma, eu já volto. Não vou demorar, prometo. – Completou, me deu um beijo nos
lábios e se dirigiu para a porta. A mãe o seguiu.
- Daniel, eu
não quero essa garota aqui em casa. – Disse a mãe dele. Eu podia ouvir tudo que
eles falavam.
- Não mãe,
você não. Olha, eu não sei o que deu em você e no papai hoje. Mas por favor,
seja educada com a Mel. Ela é nossa vizinha, mora na cobertura. É uma garota
incrível e eu realmente gosto dela. Eu preciso deixar ela aqui, por que o papai
falou um monte de coisas desagradáveis, que a deixaram nesse estado que eu a
trouxe para casa. Nesse momento tem um monte de convidados amigos nossos na
casa dela, então eu preciso ir lá para mandar todos embora. Para que ela possa
ir para casa descansar. Não sei que fantasmas estão assombrando você e o papai,
mas por favor, não destrate a Melissa.
- Dani, essa
menina é mesmo sua namorada? – A voz da mãe dele demonstrava desespero com essa
possibilidade.
- Sim mamãe, e
eu a amo demais. Então cuide dela até eu voltar.
Ouvi quando a
porta da frente bateu, então a mãe dele voltou para a sala. Primeiro ela me
olhou com uma certa repulsa e se retirou da sala. Então ela voltou, e como que
por obrigação perguntou se eu queria beber alguma coisa. Com minha negativa,
ela fez que iria se retirar, mas pensou novamente e se sentou no sofá a minha
frente. Ela ficou ali sentada em silêncio. Senti que eu tinha a obrigação de
quebrar o gelo, eu estava na casa dela.
- A senhora me
desculpa, eu realmente não quero incomodar...
- Como você
conheceu o meu filho? – Me interrompeu ela.
- No avião. Eu
morava na cidade de Três coroas no Rio Grande do Sul, quando minha mãe faleceu
eu vim morar no Rio. Conheci o Daniel na viagem para cá.
- Ela morreu
é? – Ela não parecia ter escutado mais nada do que eu tinha dito. – Do que ela
morreu? Alguma doença grave?
- Quem minha
mãe? Não, ela sofreu um acidente de automóvel numa estrada no paraná.
- Será que ela
sofreu?
- Os policiais
me disseram que não, que foi um acidente fatal mesmo. Ela morreu na hora. – Ela
pareceu ficar decepcionada ao saber que minha não sofrera ao morrer. Ficamos em
silêncio por mais um tempo, e então ela perguntou.
- E seu
relacionamento com meu filho. É sério mesmo? Vocês estão juntos a quanto tempo?
- Bom... –
Quando eu comecei a falar a porta da frente abriu e nós duas levantamos com um
salto. Ambas demonstramos um alívio enorme, ao vermos o rosto sorridente do
Daniel. Ele caminhou até mim me abraçou e perguntou se eu estava bem. Fiz que
sim com um aceno de cabeça. Então ele agradeceu a mãe e me levou para a saída.
Quando a porta estava fechando a mãe dele perguntou.
- Você vem
dormir em casa?
- Não me
espere. – Respondeu ele. E fechou a porta.
Quando cheguei
em casa, encontrei a Rosa ajeitando as almofadas do sofá. Ela sorriu quando me
viu e veio me dar um abraço.
- Minha
menina, como você está? O Seu Daniel nos disse que você passou mal na rua, eu
disse para ele que é porque você não se alimenta direito. Mas agora ele vai
cuidar de você, minha querida. Infelizmente eu tenho que dormir em casa hoje,
prometi que cuidaria dos meus sobrinhos. Mas amanhã bem cedo, estou aqui e vou
cuidar de você.
- Pode deixar,
dona Rosa, eu vou cuidar dela essa noite. Nossa menina não vai ficar sozinha.
- O Senhor é
um anjo. Melissa esse seu namorado é um menino de ouro. Eu vou ficar muito
tranquila, sabendo que ele vai passar a noite aqui com você. – Dizendo isso ela
me deu um beijo na testa e saiu para seu quartinho. Provavelmente para se
arrumar para ir para sua casa. Às vezes eu esquecia que a tia Rosa tinha uma
casa, uma família e que eu não fazia parte disso.
Bom, como
agora eu estava na minha casa, eu não precisava mais de todos aqueles mimos. Me
soltei dos braços dele e o olhei de frente. Respirei fundo e disse.
- Vou para o meu quarto
agora, tomar um banho para melhorar um pouco. Depois conversamos sobre essa
história de espalhar para todo mundo que eu sou sua namorada.

Nenhum comentário:
Postar um comentário